Os autores deste jornal virtual cumprimentam todos os que passam os olhos pelos assuntos destas páginas.
Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Dia do não fumador

Neste dia, temos oportunidade de reflectir um pouco mais sobre este assunto. Já sabemos que é assunto que mexe com muitos interesses instalados. Também já sabemos que o ser humano tem vícios, dependências, enfim...

Saudações sem fumo do Francisco.


Sinto-me: Limpo
Música: 'Efectivamente' GNR
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Publicado por caminheiro1 às 23:41
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007
Eu sei que vou partir a loiça toda...II

No passado dia 21 de Maio publiquei um artigo neste blog, relatando um facto ocorrido comigo (enquanto director de uma EB1/JI do Porto), com a subdirectora do mesmo estabelecimento e com o professor Fernando Charrua, da DREN, na qualidade de técnico superior pedagógico incumbido de dar despacho a um recurso hierárquico apresentado por um encarregado de educação de uma aluna do referido estabelecimento que tinha sido retida pela docente da turma e pelo conselho escolar a quem a docente levou o caso, dada a dúvida que a avassalava.

Publiquei este artigo naquele dia pelo facto de ter tido conhecimento no mesmo do nome do professor a quem a DREN tinha instaurado um processo disciplinar.

Como o referi no artigo, ergui de imediato as minhas mãos aos céus e fui invadido por aquele sentimento característico de quem vê ser feita justiça.

Naturalmente, a mediatização que o caso foi tendo provocou uma avalanche de opiniões que, em catadupa, se perfilavam maioritária ou mesmo exclusivamente, pela solidariedade para com  o tal docente que estava a ser alvo de tamanha injustiça.

Sentia que, quem me ouvia contar o sucedido, ficava admirado mas não convencido. Talvez o Francisco esteja enganado e não seja a mesma pessoa.

Inclusivamente a família punha em causa a minha memória e questionava se eu estava seguro do que afirmava. Se teria sido, realmente, com aquele docente.

Eu só tinha uma coisa a fazer e fi-la. Peguei no telefone, liguei à minha colega subdirectora e respirei de alívio. Eu não estava nem estou enganado. Confirmou na totalidade tudo o que eu aqui e no artigo de 21 de Maio disse. Confirmou que mal viu a fotografia do docente a quem tinha sido instaurado processo disciplinar se lembrou logo dos breves minutos que o tivemos à nossa frente a insultar-nos não só a nós, pessoalmente, mas também a toda uma classe profissional perante a qual se considera superior. E, como já vos contei, o processo disciplinar que me foi instaurado por não terem sido cumpridos os prazos legais estabelecidos pela DREN, terminaram com aplicação de pena suspensa e com a deliberação de não constar do registo biográfico. Tudo porque a direcção da EB1/JI não sabia qual o conselho escolar que deveria fazer a reavaliação da aluna, não tinha recebido instruções sobre esse facto, ninguém as sabia dar na DREN e o próprio técnico superior pedagógico, depois dos insultos proferidos, resolveu informar oralmente a direcção da escola que era o conselho escolar que estava em exercício naquele momento. Erradamente. Depois da reavaliação efectuada, a DREN sempre através do mesmo funcionário informou por escrito que, afinal, quem deveria fazer a reavaliação seria o conselho escolar que considerou retida a aluna.

Tudo isto se passou há mais de 6 anos, claro. Como já repararam, não falo em coordenador de estabelecimento mas sim em direcção de escola, como havia ao tempo, com as figuras de director/a e de subdirector/a. Não falo em agrupamento vertical nem horizontal. Os colegas que me lêem conseguem contextualizar.

Todavia, há quem não o consiga fazer. Há quem tenha perdido a memória e não se recorde de factos com mais de 6 anos. Há quem dê o seu número de telefone convicto de que vai ter o prazer de repetir insultos. Há quem goste de chamar mentirosos aos outros. Há quem, passados estes anos, continue a dizer que os outros só sabem escrever textos confusos. Há quem sacuda a chuva do capote. Há quem não reconheça nada nem ninguém. Tudo lhe é estranho.

Querem a prova disso? Aqui está meus caros, a resposta do professor Fernando Charrua, integralmente copiada do comentário que deixou em 28 de Maio. Mais palavras para quê? 

«De Anónimo a 28 de Maio de 2007 às 22:13
Daqui fala mesmo o Prof. Fernando Charrua. Antes de fazer acusações gratuitas, veja e certifique-se de quem fala. Não o conheço, nunca o atendi, não tenho assessoras e não trabalho com o 1º ciclo há mais de 6 anos. Deve estar confundido , como confundido é o seu texto. Nunca atendi ninguém como afirma . Para mim, o que o sr . escreveu é realmente revoltante, mas deve estar a referir-se a outra pessoa qualquer . Sabe? Em 2002, fui trabalhar para outro sítio, e juro-lhe que está confundido. Não trabalho no sector do 1º ciclo há muuito tempo.Não seria o Director de serviços pedagógicos Zeferino Lemos?
Se assim foi atendido, lamento. Envergonho-me de pertencer a uma classe de dirigentes que assim tratam os cidadãos. Creia que o não critico pelo que escreveu, já que foi um desabafo de alma.
Li e reli o seu texto, e não reconheço nem uma das suas palavras. Rigorosamente o caso não se passou comigo. telefone-me e tiraremos as dúvidas. o meu telefone é o 225501952. Cumprimentos: Fernando Charrua.
PS: O que escreveu é grave, mas uma mancha desse sangue em toalha de linho branca , custa e demora a sair. Faça um esforço para retirar a nódoa que me imputa. Não me conhece, porque se me conhecesse jamais teria utilizado no blog o meu nome já que sou conhecido por ser sério, justo e até meigo com os docentes colegas que me visitam e pedem para falar comigo na DREN ... pediam!»

Saudações calorosas do Francisco.


Sinto-me: Aposentado mas não confundido
Música: 'Acordai' FERNANDO LOPES-GRAÇA
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Publicado por caminheiro1 às 22:05
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Dia de duas efemérides

DIA DA ENERGIA

DIA DOS VIZINHOS

ENERGIA

Sustentabilidade

VIZINHOS

European

 

      E esta foi a forma que encontrei de assinalar estas duas efemérides.

      Saudações bloguistas do Francisco.


Sinto-me: Bem
Música: 'A festa da vida' CARLOS MENDES
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Publicado por caminheiro1 às 22:02
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Observar a ruralidade!

 

Hoje fala-se em rivalidade entre o Norte e o Sul quer a nível político quer social e aqui o futebol dá cartas. Mas rivalidades paroquiais sempre existiram.
Corria o ano de 1880, o padre Lacerda que paroquiava a minha terra, porque era dotado de um vozeirão de respeito, foi fazer um sermão a uma festa do outro lado do Rio Paiva, na freguesia da Espiunca, concelho de Arouca. Após o acto e de um almoço de farta abades, sofreu um duro revés, um trambolhão do cavalo abaixo. Alguém por maldade ou galhofa cortou ao animal parte dos arreios vindo o sacerdote enredado na batina a estatelar-se para gáudio dos romeiros. Furioso pelo tombo e pelas risadas o abade bufava por tudo quanto era poro.
Chegado à sua (minha) freguesia bastante combalido e porque era querido dos seus paroquianos estes não estiveram com meias tintas, nada de barulhos nem paus no ar como era usual na época. Decidiram dar uma bofetada de luva branca, criando uma festa mais soberba do que aquela que promoviam os maldosos do padre Lacerda.
E assim se criou a festa anual no dia de Pentecostes com bandas de música, foguetes (agora estão proibidos), vinho verde, pão de ló e nas procissões o maior número de anjinhos, com mordomos e mordomas tudo escolhido na mais pura nata da terra.
Trata-se da romaria do “Senhor dos Enfermos”, que se realiza na freguesia de Fornelos, por sinal a maior do concelho de Cinfães.

 

 Sinto-me romeiro, antonio





Publicado por antonioduvidas às 19:51
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007
Alfarrabistas

Era domingo.

O encontro promovido pela C.M.Porto e orientado pelo pivot Dr. Júlio Couto deu-se na Praça da República.

Foi o princípio da visita aos locais das livrarias dos alfarrabistas que há pela cidade. Debaixo duma chuva constante fomos ali pela "Rua dos homens casados" onde logo à esquerda se pode admirar um belo edifício sede da Renascença que teve como grande dinamizador Teixeira de Pascoais. A rua dos homens casados (já estou a ver alguns a esfolhear op roteiro do Porto à procura desta rua) já foi mais comercial e aí abundavam os alfarrabistas e adeleiros, era uma das saídas da urbe para norte quando esta estava confinada dentro das muralhas Fernandinas (sec. XV a XVIII). Actualmente esta rua não foge à triste signa que é apanágio de todo o miolo histórico da cidade - um pouco tudo às moscas!...

A chuva intensa e pertubadora que me deixou encharcado que nem um pinto rural (os de aviários não apanham chuva) obrigou a desenfiar-me a meio da visita. Ainda tive ânimo para chegar ao jardim do Carregal onde um pobre pato do lago sofreu o estertor das mãos do jovem estudante Júlio Couto, coisas passadas. Mas nem tudo ficou perdido, fiquei a saber que a rua dos homens casados era a Rua dos Mártires da Liberdade e o Doutor Júlio Couto lá saberá o porquê deste baptismo!...

 

  Fiquem bem, antonio


Sinto-me: andarilho

Publicado por antonioduvidas às 21:11
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Sábado, 26 de Maio de 2007
Espaço noticioso

 

 

O ORFEÃO DE ESPINHO FOI À

 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

"O prometido é devido"

Se tiverem paciência para me aturar, partilharei convosco mais uma agradável vivência da minha vida. Só espero que me dêem o prazer de  também partilharem as vossas.

Lá nos levantámos às  cinco da manhã, pois a partida era às seis horas no Largo da Câmara Municipal de Espinho, mais precisamente junto da Escola E.B.1 Nº.1 onde leccionei.

A viagem decorreu bem e calmamente, com a devida "solenidade " do acontecimento: íamos cantar à Assembleia da República! A nossa maestrina, que é de nacionalidade russa, tinha-nos pedido para sermos responsáveis e pouparmos a voz,  pois era o nosso material de trabalho.

Chegámos e fomos muito bem recebidos pela Drª. Ana Margarida e pela Drª. Rosa Maria Albernás,esta, espinhense de gema e muito orgulhosa da sua terra, como o demonstrou durante a nossa visita.

Recebemos o nosso crachá, sim porque não se pense que podemos dar-nos ao luxo de vaguear a sós,  livremente e sem identificação pelos espaços da Assembleia da República.

Subdividi esta ida em três itens, tecendo alguns comentários sobre os pontos 1 e 2 ( pois considero mais adequado reservar o ponto 3 para a elaboração dum novo artigo. Depois, ao lê-lo compreenderâo o motivo de tal decisão):

1-  Participação na visita guiada.

2- A actuação do Orfeão de Espinho.

3- Assistência de debate(s) da A.R.

A visita guiada e conduzida pela Drª Ana Margarida foi excelente! Basta referir que considero ter participado numa sessão de História sobre o início da nossa República.  Soube-me mesmo bem ver pinturas com o nosso Fernandes Tomás, Passos Manuel ( pois, exacto ,nomes que designam também ruas do Porto em homenagem a essas personalidades). As nossas crianças, que frequentam o 6º ano do 2º ciclo ,estão a estudar o século xx, com referência aos nomes acima mencionados, na disciplina de História. Seria muito bom que todos pudessem  realizar essa visita de estudo, mas analisar esta questão daria para outro post.

Com o meu espírito inquiridor ( mas não inquisidor!) fiquei a saber que as visitas guiadas estão muito mais abertas às pessoas ( nacionais e estrangeiras) do que o que possamos imaginar. A título exemplificativo: um pequeno grupo diminuto, três ou quatro pesssoas pode usufruir duma visita guiada, desde que o solicite antecipadamente. E , na minha opinião, creiam que vale a pena! Também as escolas podem solicitar autorização para realizar uma visita de estudo mas só para os quartos anos. Na minha leccionação, uma das escolas onde trabalhei realizou essa mesma visita.

Percepcionei,  com alguma surpresa, e manifestei-o publicamente, a disponibilidade e receptividade demonstrada em receber visitantes. 

Para além das belas pinturas e estátuas, muito mais haveria a referir, mas apenas abordo mais uma questão: a Biblioteca da Assembleia da República  rica, para quem gosta de ler e a única em todo o mundo com tecto blindado.

Em conclusão sobre este ponto,  ficou-me a vontade de lá voltar.

2-Quanto à actuação do nosso Orfeão ( com 96 anos de existência, embora com interrupções) foi lindo. Correu muito bem e lá vieram os elogios da praxe. Permitam-me salientar que fomos ensinados pela nossa maestrina Tamára a cantar com alma,com sentimento e com cultura.  Aprendemos a cantar sabendo atender à respiração e que somos um "côro", uma equipa e não solistas.A Tamára chama-nos "passarinhos".

Algumas canções ( ou cânticos, conforme os casos) são autênticas preces e como "cantar é rezar duas vezes " devem ser cantadas muito suave e docemente.Tive orgulho em pertencer ao Orfeão de Espinho tal foi a sua ascenção e evolução, relativamente ao passado. Já demonstra um certo nível de educação musical.

Oxalá saibamos transmitir  condignamente o Passado (as nossas origens) às gerações vindouras.

E para concluir refiro algumas canções, a meu ver, dignas de registo:

# "Nossa Senhora do Mar"

# "Vira de Espinho"

# "Viva d`Espinho

# "Vareira"

# "Miraculosa" (sobre a Miraculosa redigirei um artigo, pois há uma histórisa sobre merecedora de ser contada).

 

Sem mais, saudações  "musico-culturais"

de Maria da Graça

 

 


Sinto-me: aposentada mas não parada
Música: Hino de Espinho

Publicado por Maria da Graça às 23:45
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007
Dia internacional das crianças desaparecidas

          Neste dia, temos mais uma oportunidade para reflectir sobre este assunto. E oxalá o façam também as instâncias onde reside o poder. Todos juntos, podemos fazer com que esta efeméride desapareça, pura e simplesmente deixe de ser efeméride. É esse o meu desejo.

Saudações bloguistas do Francisco.


Sinto-me: Bem
Música: 'Haja o que houver' MADREDEUS
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Publicado por caminheiro1 às 14:32
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
A LENDA DO BOM JESUS DE MATOSINHOS

A lenda do Bom Jesus de Matosinhos perde-se na memória dos tempos. A primeira obra que lhe foi dedicada terá sido escrita no Século XVI, embora antes disso, terá passado, oralmente, de geração em geração.

Diz a lenda, que Nicodemos, amigo de Jesus e hábil escultor, reproduziu  em madeira algumas imagens, as quais, não pode guardar por muito tempo, já que a perseguição que na época era movida aos cristãos não o possilitava. Como artista e como cristão, preferiu confiar ao mar o seu trabalho, do que vê-lo sacrificado nas fogueiras dos seus perseguidores judeus e romanos. As imagens teriam sido lançadas ao mar Mediterrâneo, na longínqua Palestina. Uma delas terá atravessado o Estreito de Gibraltar e, chegou à praia de Matosinhos. Em memória do facto, levantou-se na praia, um Padrão que ainda se vê na entrada do molhe sul do Porto de Leixões. A escultura, à qual faltava um braço, foi guardada e venerada pela população, no Mosteiro de Bouças.

Ainda segundo a lenda, vários braços foram mandados esculpir, mas nenhum deles se conseguia ajustar à imagem. Decorridos já cinquenta anos e, andando uma pobre mulher na praia apanhando lenha para abastecer a sua lareira, deparou com um pedaço de madeira maior que o habitual. Chegando a casa, atirou-o para o lume, mas logo este saltou para fora da lareira; isto repetiu-se por diversas vezes. Esta mulher tinha uma filha muda que, ao ver aquele facto estranho, miraculosamente falou pela primeira vez, dizendo que aquele pedaço de madeira era o braço que faltava ao Senhor Bom Jesus de Bouças.

Correu logo a notícia e colocado o braço na imagem, constatou-se que o mesmo encaixava correctamente… E até hoje lá ficou!

 A partir daí, todos os anos, sete semanas depois da Páscoa, se realizam as festas em honra ao Senhor de Matosinhos; o feriado municipal será no dia 29 deste mês.

 

O Crucifíxo foi posteriormente mudado para a igreja de Matosinhos, onde ainda hoje se encontra em lugar de destaque.

 

Depois de lerem a lenda, digam lá se não têm mais vontade e mais curiosidade para virem até à festa!...

 

Um abraço da Porcina


Sinto-me: Animada
Música: Ó senhor de Matosinhos
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Publicado por trocapalavras às 23:56
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Eu sei que vou partir a loiça toda...

O assunto de que vos venho aqui falar está relacionado com este Fernando Charrua, DREN, Directora Regional, Processo Disciplinar, licenciatura de José Sócrates. Está a ser difícil para mim escrever hoje e agora sobre este assunto. Estou a ser alvo de um conjunto de emoções e reacções que tenho dificuldade de controlar. E escrever assim neste estado não é fácil. Contudo, apetece-me fazê-lo hoje. Sabe-me bem estar prestes a partilhar convosco, meus amigos, uma penalização que me foi aplicada pelo técnico superior pedagógico da DREN, Fernando Charrua. Estou a vê-lo à minha frente, tendo a seu lado o seu braço direito para o 1.º ciclo, de seu nome Camila (salvo erro). E eu, como director da EB1/JI Padre Américo do Porto, tendo a meu lado a sub-directora. Depois de uma hora e meia de espera, no átrio de entrada da DREN, em António Carneiro, após mais um dia de trabalho no estabelecimento, eis senão quando nos mandam entrar para um cubículo contíguo ao átrio, onde uma mesa redonda e 9 m2 de área nos esperavam para ouvirmos um insulto e um raspanete daqueles dois funcionários da DREN. O primeiro, não foi apenas aos professores do 1.º ciclo que ali estavam mas sim a toda uma classe que os mesmos representavam e constou destes termos, para que conste: «os professores primários são uns analfabetos porque nem uma acta sabem fazer; também são uns preguiçosos porque têm sempre que conseguir alteração ao horário de Inverno de modo a começarem a trabalhar às 08h30 e são uns incompetentes porque estou com o meu gabinete lá em cima carregado de processos de professores primários para despachar». Eu e a sub-directora ouvíamos impávidos e serenos estas palavras , corroboradas pela sua assessora para o 1.º ciclo. Ficámos os dois tão mudos e quedos, sem dar a luta desejada (talvez), que se levantaram da mesa e iniciaram a sua retirada, sem se despedirem e, ainda por cima, muito aborrecidos por terem gasto aquele tempo connosco. Continuávamos os dois, impávidos e serenos, a engolir sapos ou talvez elefantes. Tudo isto porque nós queríamos e precisávamos apenas de saber qual o conselho escolar que deveria fazer a reavaliação da aluna do 3.º ano cujo encarregado de educação tinha apresentado recurso da retenção a que a sua filha tinha sido sujeita. Devo lembrar que o conselho escolar já era outro pois já estávamos noutro ano lectivo. Nunca a DREN tinha informado em tentativas telefónicas anteriores qual o conselho que o deveria fazer. Até que, apareceu este Fernando Charrua com a sua assessora a dar a informação oral nesta espécie de reunião de que deveria ser o conselho escolar em exercício a fazê-lo. Posteriormente, a escola recebeu da DREN a informação por escrito que desautorizava esta, informando que deveria ser o conselho escolar que tomou a decisão de retenção a fazer a reavaliação. Até a Bragança tive de ir buscar uma colega, imagine-se. Como terminou este processo? Com a DREN a afirmar através daquele funcionário que estava a ser feita uma retenção administrativa. Com a DREN a afirmar através da assessora que a DREN, embora instituição e organização, não perdia o seu carácter pessoal e o seu cariz humanístico e considerava muito pouco humana esta retenção administativa. Com o director de escola, que por acaso era eu, a levar com um  processo disciplinar, só pelo simples facto de ser o responsável da escola. A aluna nem era minha aluna. A colega que tinha aquela turma até tinha apresentado a conselho a questão, pois tinha sérias dúvidas sobre o que fazer, tais eram os contornos traçados pela colega de educação especial que apoiava a aluna. Devo ainda acrescentar que a primeira inspectora a quem foi atribuído o processo, tentou 3 vezes e em 3 meses seguidos obter da DREN mais elementos esclarecedores do mesmo. Por não o ter conseguido, meteu atestado médico, desvinculando-se, assim, duma forma inteligente do mesmo. Seguiu-se um inspector vindo de Braga que fez passar as passas do Algarve a toda a gente, aparecendo-me na escola e exigindo-me que o levasse à sede do que viria a ser o futuro agrupamento. Aí, as suas exigências continuaram: gabinete próprio, escriturária e computador com impressora. Foram horas horríveis passadas a testemunhar diante de um oleoso e pegajoso indivíduo que tinha um aspecto horripilante. Por isso, meus caros, ergui as minhas mãozinhas aos céus quando soube que se chamava Fernando Charrua o indivíduo e disse várias coisas, tais como: Deus é grande / Quem com ferros mata, com ferros morre / Elas cá se fazem, cá se pagam. Agora, como este indivíduo regressou às suas funções docentes numa escola secundária do Porto, tenciono aparecer-lhe no caminho e perguntar-lhe se ainda é capaz de chamar analfabetos, preguiçosos e incompetentes aos professores do 1.º ciclo. Ou a mim, Francisco de Sousa Rodrigues, que sofri na alma e na pele um vexame inesperado e humilhante. Por fim, este é o 2.º deputado da nação que me é próximo e que leva um pontapé no traseiro. Este é cor-de-laranja. O outro é cor-de-rosa. Os deputados vão e vêm. O povo, esse fica sempre. É tudo meus amigos. Saudações magoadas do Francisco.


Sinto-me: Revoltado
Música: 'Tourada' FERNANDO TORDO
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Ainda a liberdade de expressão

 

Com a devida vénia transcrevo a crónica de Manuel António Pina no JN de hoje:

 

A bem da Nação


"Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal". Assim justificou a directora regional de Educação do Norte, uma tal Margarida Moreira, a suspensão imediata de um professor que disse uma piada sobre a licenciatura de Sócrates. O professor trabalhava há 20 anos na DREN, isto é, há 5 primeiros-ministros, e não custa a crer que durante esse tempo tenha, como todos nós, os que estão abaixo e os que estão "acima de muitas coisas", ouvido e dito piadas sobre eles, sobre um número indeterminado e indeterminável de ministros e secretários de Estado, 3 presidentes da República, 2 papas e, provavelmente, até sobre directores regionais disto e daquilo. Ou teve muita sorte em nunca ter tido um bufo por perto nem uma directora regional regionalmente ansiosa por mostrar serviço, ou então teve muito azar. Porque o humor, particularmente o humor sobre a licenciatura de Sócrates, mata; contém benzeno, nitrosaminas, formaldeído e cianeto de hidrogénio; e prejudica o esperma e provoca impotência. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos", devem, pois, abster-se de dizer piadas sobre o caso. Pela sua saúde, que é como quem diz pelo seu emprego.

 

 




Futebol Clube do Porto ganha o Campeonato Nacional

 

A todos os portistas, simpatizantes ou adeptos, os meus parabéns pela grande vitória!...

Todos precisamos de saber ganhar ou saber perder; se assim fosse haveria mais conformismo e paz.

 Bi... bó... PORTO!...

 

Um abraço da Porcina


Sinto-me: Portista
Música: Hino do F.C.P.
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Sábado, 19 de Maio de 2007
Ai se a moda pega ...

 

Segundo O PÚLICO de hoje o Dr Fernando Charrua, professor de Inglês mas a trabalhar há 20 anos na DREN, foi suspenso pela Directora Regional por ter sido encontrado, no seu local de trabalho, a dizer piadas sobre a licenciatura do nosso Primeiro. Ao que isto chegou ...

Receio que no  futuro os professores titulares devam estar atentos ás piadas dos colegas sobre a srª ministra, sobre o CE, sobre ...

 

 




ENCONTRO DE PROFESSORES DA ESCOLA DO MAGISTÉRIO DO PORTO - 69/71

Estamos chegadinhos de fresco, do nosso Encontro Anual, que desta vez, decorreu em Arouca. Houve encontros e desencontros, risos, alegria, confraternização… Todos estávamos com sede de conversa; foi um corre-corre constante para conseguirmos falar, mastigar, ver, rever e recordar… Fiquei com a sensação, de que um encontro anual começa a ser pouco, ou estarei a ser muito ambiciosa?

O local escolhido para o convívio foi maravilhoso…O meu aplauso para a Comissão Organizadora, que muito trabalhou  para nos receber e, parabéns também a todos os participantes.

 

Um abraço da Porcina


Sinto-me: Bem disposta
Música: Ao gosto de cada um
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2007
Dia dos Museus

Hoje comemora-se o Dia dos Museus. É, realmente, uma data importante para repensarmos nela e na nossa atitude perante os museus.

Museus

Instituto Português de Museus

Museus de Portugal

Saudações museológicas do Francisco.


Sinto-me: Bem
Música: 'O silêncio da guitarra' MARIZA
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007
A "contenção salarial"

Com o pedido de divulgação do nosso colega Gastão, aqui vos trago a crónica de Manuel Pina, Jornal de Notícias, em 10 de Maio de 2007

«A “contenção salarial”
Ao mesmo tempo que, segundo números da Comissão Europeia, o poder de compra dos trabalhadores portugueses registou, em 2006, a maior descida dos últimos 22 anos, a CMVM anunciou que, entre 2000 e 2005, os vencimentos dos administradores das empresas cotadas em bolsa duplicaram (e nas empresas do PSI 20 mais que triplicaram!). Isto é, enquanto pagam aos seus trabalhadores dos mais baixos salários da Europa a 25 (e todos os dias reclamam, sob a batuta do governador do Banco de Portugal, por "contenção salarial" e "flexibilidade"), esses administradores duplicam, ou mais que triplicam, os próprios vencimentos, vampirizando os accionistas e metendo ao bolso qualquer coisa como 23,9% (!) dos lucros das empresas. Recorde-se que o Estado é accionista maioritário ou de referência em muitas dessas empresas, como a GALP, a EDP, a AdP, a REN ou a PT, cujas administrações albergam "boys" e "girls" vindos directamente da política partidária (cada um atribuindo-se a si mesmo, em média, 3,5 milhões de euros por ano!). Se isto não é um ultraje, talvez os governos que elegemos (e o actual é, presumivelmente, socialista) nos possam explicar o que é um ultraje. O mais certo, porém, é que se calem e continuem a pedir "sacrifícios" aos portugueses. A que portugueses?»

Saudações revoltadas do Francisco.


Sinto-me: Revoltado
Música: 'Saudades trago comigo' CAMANÉ
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