Os autores deste jornal virtual cumprimentam todos os que passam os olhos pelos assuntos destas páginas.
Domingo, 26 de Abril de 2009
Conhecer melhor a cidade do Porto XX

Numa organização da Direcção Municipal de Cultura - Pelouro da Cultura, Turismo e Lazer da Câmara Municipal do Porto, realizou-se hoje o segundo de seis Passeios da Primavera 2009. Dedicado ao tema "Na senda dos judeus e cristãos novos portuenses", teve início na Praça da Ribeira, junto ao Cubo e seguiu por Rua da Fonte Taurina, S João, Mercadores, Largo de S. Domingos, Rua de Belomonte, Rua das Taipas, Rua de S. Miguel e Rua de S. Bento da Vitória. Guiados pela Professora Doutora Elvira Mea, tivemos uma manhã muito enriquecedora e, no final, desabafei com alguns e algumas colegas de percurso o seguinte: « Isto foi uma manhã a comer e a beber cultura por todos os poros.» Queira aceitar, Professora Elvira Mea, os meus mais reconhecidos agradecimentos por esta aula. Tenciono utilizar o endereço de correio electrónico da Direcção Municipal de Cultura - dmac@cm-porto.pt - para endereçar ao seu responsável, Dr. Matos Fernandes, os meus parabéns pela feliz escolha que fez ao convidar tão ilustre pessoa para nossa guia nestes Passeios da Primavera 2009. Tenciono também referir que a sólida e consistente cultura desta distinta Professora, aliada a um discurso nada elitista, auxiliada pela documentação que preparou e pela metodologia que utilizou de falar apenas nas nossas paragens, fez desta visita guiada uma aula inesquecível. Pelo menos para mim. E, já agora, convido os que me estão a ler a deixar naquele endereço electrónico um parecer sobre este passeio que hoje realizámos. Para visualizar o álbum fotográfico que realizámos, basta clicar na fotografia. Saudações tripeiras do Francisco.


Sinto-me: Tripeiro
Música: 'Não sou o único' XUTOS E PONTAPÉS
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Mais um santo português

 

Nuno de Santa Maria foi canonizado por Sua Santidade Bento XVI às 09:34 (hora Portuguesa) de 26 de Abril de 2009. A partir de agora, há mais um português na lista dos santos da Igreja Católica.
 
Videos
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/VnCgAP3B8KjIDw21ZeZ4/mov/1
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/Y2VrLWrrv9SLCytbFREd/mov/1
 



Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Dia do livro

Hoje é o meu dia! Eu sou o livro e mereço um dia para ser lembrado. É hoje, dia 23 de Abril.


Sinto-me: Tripeiro
Música: 'As memórias de um beijo' TROVANTE
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Conhecer melhor a cidade do Porto XIX

Para quem quiser conhecer melhor a cidade do Porto, nada melhor do que participar nos Passeios da Primavera 2009. Muito gostaria de fazer aqui a hiperligação com uma eventual informação veiculada pela Câmara Municipal do Porto (CMP) mas, infelizmente, tal não pode acontecer simplesmente pelo facto de que nada consta sobre o assunto na página web oficial da CMP. Já escrevi à CMP sobre o assunto mas até à data...nada. Assim sendo, é com todo o gosto que tenho o prazer de vos deixar o programa do próximo passeio, exactamente o do próximo domingo, dia 26 de Abril de 2009:

 

«NA SENDA DOS JUDEUS E CRISTÃOS-NOVOS PORTUENSES - A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA - por Elvira Mea

Este passeio visa recordar lugares de memória dos judeus e cristãos-novos portuenses, começando por caracterizar a evolução da sua vida durante a Idade Média, pelo que o passeio começa logo na Praça da Ribeira, zona residencial de cristãos-novos no século XVI. Depois vai-se subindo até à Cordoaria e Olival, onde recordaremos o período conturbado do século XV e depois o século XVII, com alguns vestígios materiais, como os restos de uma das sinagogas descobertos há poucos anos.

 

Início - Praça da Ribeira (junto ao Cubo), Rua da Fonte Taurina, S. João, Mercadores, Largo de S. Domingos e Rua das Flores. Na zona da Cordoaria e Olival visitaremos S. Bento da Vitória e ruas adjacentes desde as Virtudes às ruas de Belomonte, Caldeireiros, S Miguel, S. Bento da Vitória, Vitória,  Taipas e Escadas da Esnoga.» As inscrições devem ser efectuadas de 2.ª a 6.ª pelo 223 393 490 ou para dmac@cm-porto.pt Saudações tripeiras do virtual.


Sinto-me: Tripeiro
Música: 'Papel principal' ADELAIDE FERREIRA
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Domingo, 19 de Abril de 2009
Conhecer melhor a cidade do Porto XVIII

Numa organização do Departamento de Cultura da Câmara Municipal do Porto, realizou-se hoje o primeiro de seis Passeios da Primavera 2009. Dedicado ao tema "A entrada dos Franceses no Porto", teve início junto ao Museu Nacional de Soares dos Reis (Palácio dos Carrancas), Rua de D. Manuel II, Praça da Cordoaria, Capela das Almas (actual Igreja de S.José das Taipas), Centro Português de Fotografia (antiga Cadeia da Relação do Porto), Igreja do Carmo, Praça de Carlos Alberto, Largo dos Lóios e Travessa dos Congregados. Muito obrigado Dr. Júlio Couto por me ter proporcionado mais esta visita guiada. Basta clicar na fotografia para aceder ao álbum fotográfico. Saudações tripeiras do Francisco.


Sinto-me: Bem
Música: 'Pequeno T2' RICARDO AZEVEDO
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Sábado, 18 de Abril de 2009
Recriação do Massacre de Arrifana

Mais de 500 pessoas estão envolvidas na recriação do Massacre de Arrifana, consideradoum dos mais trágicos episódios das Invasões Francesas em Portugal.

A recriação realiza-se no domingo, 19 de Abril, entre as 15h00 e as 18h00, e vai mobilizar vinte colectividades do concelho de Santa Maria da Feira. Este é um dos momentos mais marcantes do programa evocativo do Bicentenário das Invasões Francesas em Arrifana, que decorre de 14 a 19 de Abril.

 

 

Recriação do Massacre de Arrifana 

 

 

Milícias portuguesas, tropas francesas, populares e padres. Mais de 500 pessoas vão participar voluntariamente na recriação do Massacre de Arrifana, ocorrido a 17 de Abril de 1809. A recriação terá início no acampamento militar, junto ao cemitério da freguesia, percorrendo depois as ruas da vila até à Igreja Matriz. Aqui, os soldados franceses vão colocar 355 homens “válidos” em fila e, posteriormente, seleccionar um em cada cinco - os “quintados” - num total de 71, que serão encaminhados para o campo da Buciqueira, onde será recriado o episódio do fuzilamento. Rui Machado e Teresa Soares, da ACRED - Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Escapães, e Manuel Joaquim, da ACDL – Associação Cultural e Desportiva da Lavandeira, coordenam a encenação.

 

 

Enquadramento histórico

O Porto tinha sido ocupado na segunda invasão francesa, a 29 de Março de 1809. Postos avançados foram estabelecidos para sul, até ao Vouga. Um oficial superior das tropas de Soult, com um piquete de cavalaria, foi interceptado numa emboscada na Costa de S. Tiago de Riba Ul, no antigo percurso da estrada principal.

Organizara a emboscada Bernardo António Soares Barbosa da Cunha, natural de Arrifana, que instruíra nas armas alguns mancebos, logo que se dera a invasão. O seu objectivo era só aprisionar o grupo francês para apreender os despachos. Porém, os militares resistiram. Quando o comandante ia a tirar as pistolas dos coldres, Bernardo, com destreza, disparou a espingarda. Os soldados puseram-se a salvo, indo acolher-se na casa da Ribeira, do lugar de Salgueiros, onde o Padre Manuel Ribeiro os albergou. Além de Bernardo havia, pelo menos, cinco mancebos da Rua (Arrifana). Soube-se quem fora o organizador, e o próprio marechal Soult pôs a sua cabeça a prémio. Este, que anteriormente se retirara com a sua família para a região da serra, passou o Vouga e uniu-se ao exército anglo-luso, como voluntário, participando em diversas acções militares.

Na madrugada de 17 de Abril de 1809 o exército francês cercou e tomou de assalto a pacata povoação de Arrifana. Quem ofereceu resistência ou ensaiou a fuga foi morto a tiro, à coronhada ou trespassado pelos sabres e baionetas dos soldados de Napoleão. Grande parte da população procurou refúgio no interior da igreja que, no entanto, acabou por se revelar uma verdadeira ratoeira: os franceses obrigaram todos os homens válidos a saírem do templo, seleccionando em seguida um em cada cinco.

Os “quintados” - assim ficaram conhecidos - foram de seguida fuzilados pelos invasores. Quando estes partem, deixam atrás de si a povoação em chamas e as suas vítimas empilhadas no local do massacre, dispersas por campos e caminhos e penduradas de cabeça para baixo em várias árvores. Levaram todavia algumas vítimas para o local da emboscada, onde as suspenderam em postes. Seguiu-se o incêndio da povoação que atingiu a maior parte das casas. O número de mortos conhecido é 62. Do inquérito do autor da monografia, Rebelo Valente, através da análise dos registos paroquiais, apurou-se o número de setenta e um, mas não restam dúvidas que tenha sido maior.

 

Faça aqui o download do programa evocativo do Bicentenário das Invasões Francesas em Arrifana.

 

Fonte: http://www.cm-feira.pt/portal/site/cm-feira/template.MAXIMIZE/menuitem.668db5c6b81cc915a5065310d0af8a0c/?javax.portlet.tpst=32e4e4d0434740850dd762d990af8a0c_ws_MX&javax.portlet.prp_32e4e4d0434740850dd762d990af8a0c_viewID=article_view&javax.portlet.begCacheTok=com.vignette.cachetoken&javax.portlet.endCacheTok=com.vignette.cachetoken&docPath=%2FPublicados%2FArtigos%2FRecria%C3%A7%C3%A3o+do+Massacre+de+Arrifana_1239793306596&category=Cultura&page=home

 

 



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Massacre em Arrifana, Feira

MORTOS DE REPENTE PELOS FRANCESES

 
Suzana Faro e Joel Cleto (texto)
 
Na madrugada de 17 de Abril de 1809 o exército francês cerca e toma de assalto a pacata povoação de Arrifana. Quem oferece resistência ou ensaia a fuga é morto a tiro, à coronhada ou trespassado pelos sabres e baionetas dos soldados de Napoleão. Grande parte da população procura refúgio no interior da igreja que, no entanto, acaba por se revelar uma verdadeira ratoeira: os franceses obrigarão todos os homens válidos a saírem do templo, seleccionando em seguida um em cada cinco. Os “quintados” (assim ficaram conhecidos) são de seguida fuzilados pelos invasores. Quando estes partem deixam atrás de si a povoação em chamas e, empilhados no local do massacre, dispersos por campos e caminhos de tentativa de fuga e pendurados de cabeça para baixo em várias árvores, cerca de 70 mortos.
 
A forte resistência popular ao exército francês invasor foi um dos factores mais característicos da Guerra Peninsular. As populações portuguesas e espanholas foram, com efeito, responsáveis por constantes e hostis acções em relação às tropas napoleónicas. E se essa oposição foi muitas das vezes “passiva” e materializada no abandono das povoações e propriedades e na destruição dos bens que, de algum modo, pudessem servir ao inimigo, não é menos verdade que esta resistência assumiu crescente e correntemente facetas bélicas. Multiplicavam-se, na realidade, as emboscadas e pequenas acções militares que, tanto ou mais do que fragilizar o ocupante pelas baixas que provocavam, o desmoralizavam dado o constante clima de medo pelo inesperado em que as tropas viviam. De resto, vários estudiosos têm defendido que foi com a Guerra Peninsular que a expressão “guerrilla” (pequena guerra) adquiriu o significado de resistência popular contra um invasor ou inimigo do povo pelo qual é hoje universalmente reconhecida.
Muitas vezes, contudo, as emboscadas sobre o exército francês acabaram por o motivar para duras acções punitivas de vingança sobre as populações. Foi o que aconteceu em Arrifana, durante a 2ª Invasão Francesa, em 17 de Abril de 1809.
Tudo começou poucos dias antes quando o tenente-coronel Lameth, ajudante de campo do General Soult que comandava esta invasão e desde 29 de Março ocupara o Porto, parte desta cidade, acompanhado por outros cavaleiros franceses, levando consigo ordens de Soult para as tropas estacionadas junto ao Vouga.
Não obstante a sua reconhecida competência, em Riba-Ul, Oliveira de Azemeis, este oficial francês e os seus companheiros caíram numa emboscada de paisanos encabeçada pelo chefe da guerrilha de Arrifana Bernardo António Barbosa da Cunha, um dos mais importantes morgados da região que, na sequência da invasão francesa, havia juntado os seus criados e os mancebos vizinhos, dera-lhes instrução militar, e organizara assim um grupo de guerrilheiros que repetidamente emboscava as tropas inimigas que aqui passavam para a frente do Vouga ou regressavam ao Porto.
Face à resistência oferecida por Lameth é o próprio Barbosa da Cunha que o mata a tiro de espingarda. Dois outros franceses morrem também na sequência deste embate, mas os restantes conseguem escapar e, com eles, segue a denúncia dos autores da emboscada.
A vingança do general Soult não se fará esperar. E assim, na madrugada de 12 de Abril, as tropas napoleónicas, comandadas pelo general Thomiers, escreverão mais uma página negra da história das invasões francesas.Cercada e tomada de assalto a pacata povoação de Arrifana, local de origem da maioria dos elementos da guerrilha de Barbosa da Cunha (que consegue, no entanto escapar, juntamente com a maioria dos seus homens), assistir-se-á em seguida a uma bárbara carnificina. Quem resiste ou procura fugir é morto a tiro, à coronhada ou trespassado pelos sabres e pelas baionetas dos invasores. São poucos, no entanto, estes mortos, se comparados com o número de homens que morreriam poucas horas depois. O cenário do que se passou é dantesco mas narra-se em poucas palavras: porque para aí foram empurrados pelas tropas ou porque aí procuraram refúgio, grande parte da população concentra-se no interior da igreja que, rapidamente, se transforma numa verdadeira prisão, de onde é impossível fugir. Os franceses obrigarão então todos os homens válidos a saírem do templo, seleccionando em seguida um em cada cinco. Os “quintados” (assim ficaram conhecidos) são levados para o campo da Buciqueira, entre a Arrifana e S. João da Madeira, e de seguida fuzilados. Lado a lado tombam pais e filhos, irmãos e, pelo menos, 32 homens casados e 12 viúvos. E porque cinco dos infelizes sobreviveram ao fuzilamento, foram mortos posteriormente no lugar onde a guerrilha havia abatido o oficial francês Lameth e deixados, durante vários dias, pendurados de cabeça para baixo em cinco carvalhos que aí existiam.
Foram pois, muito poucos, os que tiveram a sorte do chapeleiro Gaspar que, embora fizesse parte dos “quintados”, não foi atingido no fuzilamento deixando-se, no entanto, cair entre os mortos ensanguentados e, com as mãos atadas, esperar pacientemente pela noite para fugir.
Não se sabe correctamente quantas pessoas morreram nesse dia. Um estudo recente (GUIMARÃES e outros 1997) indica de uma forma clara que só na freguesia da Arrifana os Registos Paroquiais referem 67 óbitos na sequência da intervenção francesa. A estes haverá, no entanto, que acrescentar outros que, feridos de morte, acabam por se refugiar e falecer noutras paróquias ou o caso de algumas vítimas que, por serem de outras povoações vizinhas, foram transportadas pelos seus familiares para as suas terras onde foram sepultadas e registado o seu óbito. Embora reconheça que, em resultado do desnorte que terá atingido as populações e os seus párocos durante os dias seguintes, se detectem alguns registos de óbito repetidos, Saúl Valente havia salientado já em 1937 que entre as vítimas do fuzilamento se encontram, além dos homens da Arrifana, 2 de Mosteirô, 1 da Vila da Feira e 4 de S. João da Madeira. De resto, sabe-se que oito das vítimas foram enterradas nesta última localidade.

Curiosa é a expressão utilizada pelo pároco de Arrifana nos seus registos. Querendo deixar bem marcada a memória da matança substituiu, nos já referidos 67 óbitos desse dia, o corrente “faleceu da vida presente” por um repetido “morto de repente pelos franceses”, que o mesmo é dizer fuzilados ou, como poucos anos depois (1822) lembraria umas alminhas ainda existentes no centro da Arrifana: “arcabusados pelos franceses”.  

 
 
Como chegar

O melhor acesso ao centro da Arrifana, onde encontraremos os monumentos evocativos dos acontecimentos de Abril de 1809, é a partir da Estrada Nacional nº1 que, de resto, atravessa esta vila do concelho de Santa Maria da Feira. O leitor encontrará placas indicando o centro assim que entrar na povoação. Esta localiza-se logo a seguir a S. João da Madeira, se viaja de sul, ou de Escapães, se vier no sentido contrário.  

 
 
Como ver
Os mártires da Arrifana são, ainda hoje, uma referência bem viva na localidade. São três, no entanto, os monumentos que sugerimos ao leitor que deseje contactar mais de perto com a memória deste episódio sangrento. Desde logo a igreja paroquial, no centro da vila, que através de uma já antiga inscrição colocada na sua fachada lembra que “(...) refugiando-se o povo n’esta egreja aqui foi morto em grande numero.”
Saindo pelas traseiras da igreja e subindo o leitor até ao Largo da Guerra Peninsular, aí encontrará o Monumento aos Mártires de Arrifana: um obelisco granítico, com mais de oito metros de altura, inaugurado em 1914 e da autoria de Domingos Maia, um artista local. O escultor José de Oliveira Ferreira, autor do famoso monumento dedicado à Guerra Peninsular no Campo Grande, em Lisboa, é o autor do painel em bronze que representa o fuzilamento de 17 de Abril de 1809, visível numa das faces do monumento, e aí colocado em 1935.
A poucas dezenas de metros do obelisco, classificado como “Monumento Militar” poucos meses depois da sua inauguração, o leitor poderá contemplar aquela que é a mais antiga referência evocativa e monumental dos acontecimentos que narramos, mas também a mais popular e, ainda hoje, a mais acarinhada: as alminhas da Arrifana, datadas de 1822. No seu interior um retábulo naif retrata a cena do fuzilamento e ostenta a seguinte legenda: “PELAS ALMAS DOS NOSSOS IRMÃOS PATRICIOS/ QUE MORRERAM NESTE SITIO ARCABUSADOS PELOS FRAN/ CESES NO ANO DE 1809 P.N.A. M.”. Trata-se de um segundo retábulo, feito já no século XX, que substituiu e procurou copiar o original que, bastante degradado pelo passar dos anos, se encontra na Biblioteca dos Bombeiros Voluntários da Arrifana.
 
 
Para saber mais
Gonçalves GUIMARÃES, Sérgio COELHO, Felicidade FERREIRA - “Os Mártires de Arrifana. Memória da Guerra Peninsular”. Arrifana: Junta de Freguesia, 1997, 127 p.
Saúl VALENTE – “Terras da Feira. Notícias e Memórias da Freguesia de Arrifana de Santa Maria”. Coimbra: Coimbra Editorial, 1937.
 
Fonte: http://joelcleto.no.sapo.pt/textos/Comercio/MassacreemArrifana.htm
 

 




Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Dia da voz

No Dia Mundial da Voz, temos oportunidade de reflectir sobre este assunto e de nos informarmos, recorrendo a uma fonte fidedigna.

Basta clicar no link.

 

Médicos de Portugal

Sinto-me: Bem
Música: 'Com que voz' AMÁLIA RODRIGUES
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
Conhecer melhor a cidade do Porto XVII

Para quem quer conhecer melhor a cidade do Porto, não falta, realmente, oferta. Assim sendo, numa iniciativa do Departamento de Cultura da Câmara Municipal do Porto (CMP), vão realizar-se de 19 de Abril a 31 de Maio alguns passeios pela cidade. No máximo, podemos ir a 6 passeios, visto que há uma interrupção a 24 de Maio. Logo que a página web da CMP disponibilize a informação, farei aqui a hiperligação para facilitar a consulta. No Departamento de Cultura, à Praça da Carlos Alberto, também já podem ser levantados na portaria os prospectos informativos. Aqui vos deixo com o calendário que eu e outros amigos já organizámos para podermos ir a todos. As inscrições, gratuitas, são efectuadas de 2.ª a 6.ª, das 10h00 às 16h00, pelo 223 393 490 ou pelo dmac@cm-porto.pt .

 

Passeios da Primavera 2009
DATA TEMA GUIA
19 de Abril de 2009 A entrada dos Franceses no Porto Júlio Couto
26 de Abril de 2009 Na senda dos judeus e cristãos novos portuenses Elvira Mea
3 de Maio de 2009 Extravagâncias do Romantismo Francisco Queiroz
10 de Maio de 2009 A saída dos Franceses do Porto Júlio Couto
17 de Maio de 2009 Memórias de um Rei Giuseppe Mea
31 de Maio de 2009 Na Foz, com Artes e Letras Manuela Cambotas

 

 


Sinto-me: Bem
Música: 'Pronúncia do Norte' GNR e ISABEL SILVESTRE
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Despedida

Adeus Arnaldo. Partiste mas não julgues que te livras de mim. Sabes porquê? Porque não te esqueço. Nem nunca te esquecerei. Estarás sempre nas minhas orações e estás bem, isso tenho eu a certeza. Estás em Paz. Na Paz Eterna. Até sempre, meu caro. Aqui está o abraço do teu amigo Francisco.



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Efemérides do dia

Efemérides de 7 de Março

  Dia da Saúde

 Dia dos Moinhos

Portal da Saúde Moinhos de Portugal


Sinto-me: Tripeiro
Música: 'Contentores' XUTOS E PONTAPÉS
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Domingo, 5 de Abril de 2009
Conhecer melhor a cidade do Porto XVII

Numa iniciativa do Jornal de Notícias (JN), realizou-se hoje o último Passeio JN dedicado às Invasões Francesas. Foi guia, uma vez mais, o ilustre jornalista, historiador e investigador Germano Silva. Para termos acesso ao que ele escreveu sobre o tema no JN de 15/03/2009, podemos clicar AQUI.

Como tive o privilégio de poder acompanhar este ilustre guia com outros amigos, organizei um álbum com as nossas fotografias, bastando clicar sobre a foto anexa para visualizar esse álbum.

Saudações tripeiras do Francisco.


Sinto-me: Tripeiro
Música: 'Ontem, hoje e amanhã' JOSÉ CID
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