Os autores deste jornal virtual cumprimentam todos os que passam os olhos pelos assuntos destas páginas.
Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
Eu sei que vou partir a loiça toda...

O assunto de que vos venho aqui falar está relacionado com este Fernando Charrua, DREN, Directora Regional, Processo Disciplinar, licenciatura de José Sócrates. Está a ser difícil para mim escrever hoje e agora sobre este assunto. Estou a ser alvo de um conjunto de emoções e reacções que tenho dificuldade de controlar. E escrever assim neste estado não é fácil. Contudo, apetece-me fazê-lo hoje. Sabe-me bem estar prestes a partilhar convosco, meus amigos, uma penalização que me foi aplicada pelo técnico superior pedagógico da DREN, Fernando Charrua. Estou a vê-lo à minha frente, tendo a seu lado o seu braço direito para o 1.º ciclo, de seu nome Camila (salvo erro). E eu, como director da EB1/JI Padre Américo do Porto, tendo a meu lado a sub-directora. Depois de uma hora e meia de espera, no átrio de entrada da DREN, em António Carneiro, após mais um dia de trabalho no estabelecimento, eis senão quando nos mandam entrar para um cubículo contíguo ao átrio, onde uma mesa redonda e 9 m2 de área nos esperavam para ouvirmos um insulto e um raspanete daqueles dois funcionários da DREN. O primeiro, não foi apenas aos professores do 1.º ciclo que ali estavam mas sim a toda uma classe que os mesmos representavam e constou destes termos, para que conste: «os professores primários são uns analfabetos porque nem uma acta sabem fazer; também são uns preguiçosos porque têm sempre que conseguir alteração ao horário de Inverno de modo a começarem a trabalhar às 08h30 e são uns incompetentes porque estou com o meu gabinete lá em cima carregado de processos de professores primários para despachar». Eu e a sub-directora ouvíamos impávidos e serenos estas palavras , corroboradas pela sua assessora para o 1.º ciclo. Ficámos os dois tão mudos e quedos, sem dar a luta desejada (talvez), que se levantaram da mesa e iniciaram a sua retirada, sem se despedirem e, ainda por cima, muito aborrecidos por terem gasto aquele tempo connosco. Continuávamos os dois, impávidos e serenos, a engolir sapos ou talvez elefantes. Tudo isto porque nós queríamos e precisávamos apenas de saber qual o conselho escolar que deveria fazer a reavaliação da aluna do 3.º ano cujo encarregado de educação tinha apresentado recurso da retenção a que a sua filha tinha sido sujeita. Devo lembrar que o conselho escolar já era outro pois já estávamos noutro ano lectivo. Nunca a DREN tinha informado em tentativas telefónicas anteriores qual o conselho que o deveria fazer. Até que, apareceu este Fernando Charrua com a sua assessora a dar a informação oral nesta espécie de reunião de que deveria ser o conselho escolar em exercício a fazê-lo. Posteriormente, a escola recebeu da DREN a informação por escrito que desautorizava esta, informando que deveria ser o conselho escolar que tomou a decisão de retenção a fazer a reavaliação. Até a Bragança tive de ir buscar uma colega, imagine-se. Como terminou este processo? Com a DREN a afirmar através daquele funcionário que estava a ser feita uma retenção administrativa. Com a DREN a afirmar através da assessora que a DREN, embora instituição e organização, não perdia o seu carácter pessoal e o seu cariz humanístico e considerava muito pouco humana esta retenção administativa. Com o director de escola, que por acaso era eu, a levar com um  processo disciplinar, só pelo simples facto de ser o responsável da escola. A aluna nem era minha aluna. A colega que tinha aquela turma até tinha apresentado a conselho a questão, pois tinha sérias dúvidas sobre o que fazer, tais eram os contornos traçados pela colega de educação especial que apoiava a aluna. Devo ainda acrescentar que a primeira inspectora a quem foi atribuído o processo, tentou 3 vezes e em 3 meses seguidos obter da DREN mais elementos esclarecedores do mesmo. Por não o ter conseguido, meteu atestado médico, desvinculando-se, assim, duma forma inteligente do mesmo. Seguiu-se um inspector vindo de Braga que fez passar as passas do Algarve a toda a gente, aparecendo-me na escola e exigindo-me que o levasse à sede do que viria a ser o futuro agrupamento. Aí, as suas exigências continuaram: gabinete próprio, escriturária e computador com impressora. Foram horas horríveis passadas a testemunhar diante de um oleoso e pegajoso indivíduo que tinha um aspecto horripilante. Por isso, meus caros, ergui as minhas mãozinhas aos céus quando soube que se chamava Fernando Charrua o indivíduo e disse várias coisas, tais como: Deus é grande / Quem com ferros mata, com ferros morre / Elas cá se fazem, cá se pagam. Agora, como este indivíduo regressou às suas funções docentes numa escola secundária do Porto, tenciono aparecer-lhe no caminho e perguntar-lhe se ainda é capaz de chamar analfabetos, preguiçosos e incompetentes aos professores do 1.º ciclo. Ou a mim, Francisco de Sousa Rodrigues, que sofri na alma e na pele um vexame inesperado e humilhante. Por fim, este é o 2.º deputado da nação que me é próximo e que leva um pontapé no traseiro. Este é cor-de-laranja. O outro é cor-de-rosa. Os deputados vão e vêm. O povo, esse fica sempre. É tudo meus amigos. Saudações magoadas do Francisco.


Sinto-me: Revoltado
Música: 'Tourada' FERNANDO TORDO
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Publicado por caminheiro1 às 22:17
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7 comentários:
De antonioduvidas a 23 de Maio de 2007 às 22:06
Pronto, o indivíduo queria-te fazer a vida negra, mas tu Franc não deste a volta por cima? Azar o dele não o teu!...
(antonio)


De paradoxosfilho a 24 de Maio de 2007 às 20:35
Nessa complicada burocracia, se o sujeito era responsável por resolver o assunto, foi incompetente. E preguiçoso porque em vez de resolver insultou, o que não dá trabalho nenhum. Enfim, uma projecção, lei da psicologia bem vulgar que até tem um dito: "Quem o chama é quem o é! ".
A seu favor tem o ter-se sentido frustrado com a sua incompetência (a frustração leva à agressão, outra vulgar lei da psicologia); é que há burocratas incompetentes que nem sequer se sentem frustrados comm a sua inconpetencia, passam a bola sossegados e nós nem existimos. Quanto à má criação, parece que continua-- mas não é coisa que se resolva com processos disciplinares! Abraço


De Anónimo a 28 de Maio de 2007 às 22:13
Daqui fala mesmo o Prof. Fernando Charrua. Antes de fazer acusações gratuitas, veja e certifique-se de quem fala. Não o conheço, nunca o atendi, não tenho assessoras e não trabalho com o 1º ciclo há mais de 6 anos. Deve estar confundido , como confundido é o seu texto. Nunca atendi ninguém como afirma . Para mim, o que o sr . escreveu é realmente revoltante, mas deve estar a referir-se a outra pessoa qualquer . Sabe? Em 2002, fui trabalhar para outro sítio, e juro-lhe que está confundido. Não trabalho no sector do 1º ciclo há muuito tempo.Não seria o Director de serviços pedagógicos Zeferino Lemos?
Se assim foi atendido, lamento. Envergonho-me de pertencer a uma classe de dirigentes que assim tratam os cidadãos. Creia que o não critico pelo que escreveu, já que foi um desabafo de alma.
Li e reli o seu texto, e não reconheço nem uma das suas palavras. Rigorosamente o caso não se passou comigo. telefone-me e tiraremos as dúvidas. o meu telefone é o 225501952. Cumprimentos: Fernando Charrua.
PS: O que escreveu é grave, mas uma mancha desse sangue em toalha de linho branca , custa e demora a sair. Faça um esforço para retirar a nódoa que me imputa. Não me conhece, porque se me conhecesse jamais teria utilizado no blog o meu nome já que sou conhecido por ser sério, justo e até meigo com os docentes colegas que me visitam e pedem para falar comigo na DREN ... pediam!


De Maria a 29 de Maio de 2007 às 22:06
Sr. Francisco, por acaso já contactou o Dr. Fernando Charrua? Já clarificou se a situação se passou com o Dr. Fernando Charrua? Como se pode ler o Dr. Charrua identifica-se e apresenta o número de telefone. Já o contactou? A forma que usa para expressar a sua dor não é a mais correcta para além de não se identificar devidamente e não situar no tempo o episódio. Como deve saber existem mecanismos hierárquicos e legais onde podemos repor a justiça. Porque não o fez em devido tempo? Porque o faz agora não se identificando (o que acho grave perante a situação)?


De antonioduvidas a 29 de Maio de 2007 às 23:54
Se eventualmente o Sr. Francisco estivesse equivocado certamente que se retrataria, penso que não é o caso, primeiro ponto.
Em segundo a Maria, permita-me que a trate assim, está numa de políticamente correcto remetendo para mecanismos hierárquicos e legais onde podemos repôr a justiça. A Maria sabe bem como as coisas funcionam, não são assim tão taxativas!
(antonio)


De JoaquimSilva a 30 de Maio de 2007 às 10:02
Com o que antonioduvidas (que dúvidas tem muitas) ficou esclarecido que o Francisco é cobarde e ainda não falou com o Dr. Fernando Charrua. De pessoas como o Francisco e o antonioduvidas , infelizmente, está o Pais cheio.


De antonioduvidas a 30 de Maio de 2007 às 18:28
Ó meu caro costumo tratar as pessoas com elevação. Se não vai nesse sentido o problema é seu.

(antonio)


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