Os autores deste jornal virtual cumprimentam todos os que passam os olhos pelos assuntos destas páginas.
Sábado, 18 de Agosto de 2007
A JOANA E A MADELEINE

  

Com a devida vénia transcrevo de http://jumento.blogspot.com/2007_08_01_archive.html o seguinte texto para reflexão:

 

"A Joana era algarvia, a Madeleine era inglesa. A Joana era uma menina trigueira e mal vestida, a Madeleine era loura e bonita. A Joana não sabia o que eram férias, a Madeleine fazia férias na terra da Joana. A mãe da Joana era uma trabalhadora doméstica, a mãe da Madeleine é médica. A Joana tinha um padrasto, a Madeleine tinha uns pais exemplares. As duas crianças desapareceram de locais que ficam a meia dúzia de quilómetros de distância, mas separados por um imenso mundo.

No caso da Joana ninguém colocou a hipótese de rapto, da mesma forma que no caso da Madeleine ninguém imaginou o homicídio como hipótese provável. Olhava-se para a mãe da Joana e percebia-se logo uma assassina, olha-se para os país da Madeleine e percebe-se logo o sofrimento de pais cuja filha foi roubada. A mãe da Joana queixou-se de ter sido alvo de agressões por parte da PJ que alguém justificou com uma queda, a mãe da Madeleine tem direito a reuniões semanais para ouvir explicações da PJ e quando algo não lhe agrada exige a antecipação da reunião.

Se à mãe da Madeleine faltasse uma mão seria deficiente física, a mãe da Joana seria maneta."

 

 



Publicado por prof às 12:16
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13 comentários:
De antonioduvidas a 18 de Agosto de 2007 às 15:32
Pois é!... o poder tem poder!
E então a comunicação social que bem que digere o desenrolar das investigações! Parece que a imprensa inglesa tem dado pancada na nossa polícia, com razão ou não desconheço. Mas o testa de ferro, antigo inspector, actual presidente da Câmara de Santarém não se cansa de defender a nossa polícia atirando contra os jornais ingleses.
Pinto da Costa, o das barbas, é que não tem perna manca ao questionar como só ao cabo de três meses é que se chamam os cãezinhos pisteiros!... Ele não é politicamente correcto e daí ter sido demitido do instituto de medicina legal quando em C. Paiva, após a queda da ponte ter dito que muitos corpos não iam aparecer, o que se veio a confirmar-se.
Se eu quiser alinhar no politicamente correcto faço um voto: que se faça justiça, que está a tardar.

(antonio)


De Maria da Graça a 18 de Agosto de 2007 às 22:18
Compreendi perfeitamentea comparação entre os dois casos. E mais casos haveria para comparar.
Mas, sinceramente, o sofrimento é tanto que não me apraz tecer comentários, pois, infelizmente, a vida está recheada de discrepâncias deste género. Estes casos têm sim algo em comum: tratar-se de duas crianças...
Depois de ter lido uma mãe ( a de Maddie) dizendo que está tão arrrependida de ter deixado a filha a sós, julgando-a segura, só me cabe juntar-me à dor de todas as mães que perdem filhos.
Nestes dois casos, percebe-se a importância do extracto social entre as duas mães, que, a meu ver, é
bem diferenciado, mas o grau de dor e de sofrimento de cada uma delas só elas próprias o sabem.
Mas como iniciei: compreendo perfeitamente a sua mensagem.
E considero que este artigo devia ser comentado.


Saudações bloguistas de
Maria da Graça


De antonioduvidas a 19 de Agosto de 2007 às 09:16
Que há uma justiça para ricos e outra para pobres é o que se deduz desse artigo, Mª da Graça, ponto final.
Olha o caso "Casa Pia" que se arrasta e nunca mais tem fim. Porquê? Olha nos Açores um caso idêntico foi resolvido em duas penadas.

(antonio)


De Franc a 19 de Agosto de 2007 às 21:48
Obrigado Gastão por esta tua participação. Só tenho pena que não tenhas mais tempo disponível para aumentares o teu número de publicações. Aquele abraço do Francisco.


De Anónimo a 31 de Agosto de 2007 às 15:21
simplesmente bem escrito


De anitanunes a 31 de Agosto de 2007 às 15:45
Faço minhas as palavras deste anónimo. Simplesmente bem escrito! A meu ver falta apenas salientar uma coisa. Não sou mãe por enquanto e por isso não sei qual a dor de perder um filho seja de que forma for. Mas sou uma tia e madrinha muito babada e só sei que se algo acontecesse á minha sobrinha que tem apenas três anos, o meu sofrimento seria bem visível e expresso. têm comentado comigo que a mãe da Maddie nunca aparece a chorar ou raramente o faz porque os ingleses escondem melhor as emoções. Tretas!! Qualquer pessoa que ame outra e fique sem ela desta forma. quer seja médico, advogado ou empresário, chora!!!!! Olhem a mãe do Rui Pedro que mesmo passados tantos anos ainda vem à tv com lágrimas nos olhos.
a mensagem que quero fazer passar é que as crianças pobres de portugal que desapareceram e as suas mães não tiveram direito nem a um terço do que estes pais ingleses tiveram. algo de muito grave se paas aqui...


De Nantília a 31 de Agosto de 2007 às 22:07
Pois é! Éstamos sempre a avaliar os outros. Não há duas pessoas iguais. Cada um tem a sua maneira de exprimir os seus afectos, as suas alegrias e as suas tristezas. Uns de forma recatada e controlada, outros de forma mais exuberante e outros ora assim, ora não assim. Também tem muito a ver com a sua cultura, mas quando alguém muito querido desaparece, repentinamente, a vida dos pais fica como se um furacão tivesse passado e deixa tudo numa confusão. Mil e um pensamentos incrédulos, confusos, autorecriminatórios, etc, etc. E muitos outros que os fazem sofrer muito, pois lidar com a incerteza, a dúvida, a suposição do que estará a acontecer, de não saber se está morta ou viva... esta situação, penso eu, que para mim seria de um sofrimento atroz tão forte ou mais do que lidar com a certeza de uma morte. Assim, a esperança de que apareça, de que a vão voltar a abraçar, é a última a morrer. À medida que o tempo passa, a saudade aperta e o sofrimento é maior. Quem somos nós para os julgar? Só passando por uma situação identica é que poderíamos avaliar. E...espero sinceramente que nunca passes e... gostaria de pensar que ninguém mais passaria.
Quanto a sermos tratados pela polícia de acordo com o status económico e ou social, isso infelizmente é uma realidade, ainda se verifica, mas o mesmo talvez já não se passe na justiça. Só pode demorar mais tempo para um que tenha status económico mais elevado, mas.. justiça será feita. " a justiça tarda mas não falta". Sejamos menos cruéis e mais exigentes no cumprimento das leis e do tratamento igual para todos os Homens.
Nau


De antonioduvidas a 1 de Setembro de 2007 às 17:24
Gostaria de também eu numa de politicamente correcto concordar com a certeza da Nautília quando afirma que "a justiça tarda mas não falta". Penso que se refere à justiça dos homens, se assim é as minhas dúvidas são mais fortes do que as suas certezas.
(antonio)


De antonioduvidas a 3 de Setembro de 2007 às 17:58
"Quando a justiça demora cinco ou dez anos a ser aplicada, pura e simplesmente não se faz justiça". Esta é uma verdade de La Palisse com que concordo e está na entrevista a Carmona Rodrigues no último semanário "Sol".

Cumprimentos, antonio


De JorgeAntropólogo a 1 de Setembro de 2007 às 16:43
Há um ditado antigo que pode ser aplicado aqui: O filho de rica é um menino, o filho da pobre, é um moço


De _fvhn_ a 1 de Setembro de 2007 às 17:55
o velho dilema menino rico menino pobre...

Muito bem redigido, podia concluir melhor, mesmo assim, um bom post!

cumps


De mike lopes a 2 de Setembro de 2007 às 18:03
"a rica teve um menino.. a pobre pariu um moço..."


De antonioduvidas a 2 de Setembro de 2007 às 19:18
Já agora, a rica anda em estado de graça (grávida) e a pobre anda prenha.


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