Os autores deste jornal virtual cumprimentam todos os que passam os olhos pelos assuntos destas páginas.

Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
As cores e os sabores do Outono

Ai como eu gostava de saber pintar as cores do Outono... Que quadros fantásticos eu haveria de produzir... E que paisagens indescritíveis havia de retratar... E se eu fosse poeta? Como eu gostaria de eleger as cores do Outono... E escritor? Se eu fosse escritor, registava o leque de cores de Outono que encontrava a partir de hoje... Mas não sou. Não sou nem pintor, nem poeta, nem escritor. Mas sou um ser humano com os 5 sentidos em bom estado. Tão bom que tenho o prazer de recordar o que está na minha memória olfactiva e foi adquirido dos 9 aos 12 anos, numa aldeia chamada Cabeçais, freguesia de Fermedo, concelho de Arouca, distrito de Aveiro: aquele cheiro característico das uvas americanas. E hoje, ao passar na Rua do Encontro, freguesia de Paranhos, concelho e distrito do Porto, recordo com satisfação esse perfume. Eu disse satisfação? Não chega. Ele é satisfação, alegria, saudade e eu sei lá que mais. E não é só a minha memória olfactiva que é sensibilizada neste início de Outono. É também a minha memória auditiva. Aqueles sons característicos do cacarejar da galinhja e do cantar do galo... Aqueles sons do meio da tarde de início de Outono... Ainda hoje os posso sentir ao passar na Rua do Encontro. Que saudades... É indescritível ! E que bom que é poder recordá-los numa cidade de cheia de betão. Quanto ao tacto, nem é bom falar no que sente a minha memória táctil quando toco os figos que caem da figueira ou a pele dos marmelos que ainda estão nos ramos vergados pelo peso... Quanto ao gosto ou paladar, já me cresce água na boca só de pensar no magusto e naquelas belíssimas castanhas assadas... Quentes e boas, apregoava o vendedor de castanhas cozidas que carregava um enorme cesto trazido à tiracolo com um enorme saco de serapilheira donde se via fumegar e donde se sentia o cheiro das saborosas castanhas... E que feliz que eu sou por ver, diariamente, como crescem os ouriços nos castanheiros... Ai as cores e os sabores do Outono... Saudações outonais do Francisco.


Sinto-me: Tripeiro
Música: 'Dia de passeio' RUI VELOSO
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Uf...Que calor, Senhor...

Estou todo suado... Estou todo transpirado... As janelas de casa estão todas abertas e frescura, nem vê-la... Sinto que estou no Verão, naquele Verão verdadeiramente português. Antigamente era assim. E o dia de hoje assim é. Estou todo transpirado mas feliz. Afinal, as tradições mantêm-se. Este calor, que provoca uma transpiração desusada, faz-me lembrar a limonada. Lembro-me de ver e ouvir o vendedor de água fresca com limão. Percoria as ruas da cidade do Porto. Quando passava pela rua de Anselmo Braamcamp, onde nasci, era um espectáculo assistir à ganapada a acompanhar o vendedor. É que ainda por cima ele não vinha todos os dias, não senhor. Era, portanto, um acontecimento, algo que quebrava a pacatez habitual do dia-a-dia, de jogo de bola na rua, de jogo de casquinha de porta a porta, de jogo de sameiras pelo beiral do passeio, de jogo do pião e de muitos outros jogos da juventude dos anos 59 a 62.  Saudações fresquinhas do Francisco.


Sinto-me: Tripeiro
Música: 'Dava tudo' ADELAIDE FERREIRA
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
O fim do mundo de José Júdice

Sem mais delongas, encaminho-vos, meus caros amigos, para uma crónica da autoria de José Miguel Júdice, publicada no Metro de 10 de Setembro de 2008. Só vos digo que é um espectáculo !!! Vale a pena gastar 3 minutos a ler esta crónica. Basta clicar no logótipo.

Saudações bloguistas do Francisco.


Sinto-me: Bem
Música: 'Criatura da noite' Madredeus
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Crónica de passar o tempo

Não sei de que é que vou escrever. Não tenho assunto. Não vou procurar um assunto à pressa. Sei que não quero falar de futebol nem de política. Sei que não quero falar de educação nem das políticas do Ministério da Educação. Não me apetece falar do aumento de preço dos combustíveis. Rejeito liminarmente a ideia de falar seja do que for. Ponto final. Então porque estou aqui a gastar tempo e espaço? Porque vim aqui debitar estas letras? Simplesmente pelo facto de precisar de alimentar este espaço a que foi dado o nome de blog e que é intitulado de memorial do lamento. Estamos esclarecidos? Fiquei melhor com a minha consciência e, assim, adormeço melhor e é menos uma preocupação que me perturba. Saudações bloguistas do Francisco.

 

 

 


Sinto-me: Bem
Música: 'Quebramos os dois' TORANJA
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Rádio escolar II

Com que então, já ninguém se lembra da rádio escolar, não é verdade? Ou é verdade que ninguém lê este espaço? Pois eu lembro-me muito bem. E lembro-me da rádio escolar enquanto aluno do ensino primário e, posteriormente, como docente, entre 1971 e 1974. Da rádio escolar como aluno, estou a ver o professor Vergueiro a pôr o rádio em cima da secretária, a pedir-nos (ou seria exigir-nos) silêncio e estou a ouvir a música anunciadora do programa (que era sempre a mesma) e estou a lembrar-me da atenção que dava ao que ouvia. Sim, porque em 1959 e nos 4 anos seguintes, ter rádio não era como hoje. Ouvir outra voz na sala de aula que não a da professora Aninhas, ou do professor Vergueiro, ou do professor Romeu, ou do director Martins, era um acontecimento. Estávamos em pleno Estado Novo. E para que serviria uma rádio escolar senão para propagandear o regime? E para que serviria uma rádio escolar senão para enaltecer os valores da trilogia Deus, Pátria e Família? Por hoje, falo-vos apenas da rádio escolar enquanto aluno. Saudações recordativas do Francisco.


Sinto-me: Bem
Música: 'Radar' CABEÇAS NO AR
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008
O meu 25 de Abril de 1974

Onde estavas no 25 de Abril, é uma pergunta que é feita a este ou aquele político ou a "personas" sociais. Ora bem, não faço parte dessa gente com status mas aqui vai o meu contributo singelo.

Nessa madrugada estava já o coronel Carlos Azeredo vindo de Lamego a caminho do Porto com uma companhia de revolucionários e eu e dois amigalhaços estávamos a leste ali no jardim de Fernão de Magalhães, hoje Paulo Valada, num Fiat 124 a jogar uma lerpinha com música de fundo de Demis Rousses. Não era uma jogatina a feijões mas era como se fosse, uma maneira de passar o tempo.

No próprio dia senti ao vivo o desmoronar do regime. E como? Trabalhava ali a dois passos da Sede da PIDE/DGS( para os mais novos, Polícia de Investigação e Defesa do Estado/Direcção Geral de Segurança) do largo Soares dos Reis. E então vivi o cerco ao edifício por populares, o incendiamento de alguns carros dos agentes ali à beira na Rua António Granjo, a libertação de antifascistas e o aprisionamento dos PIDES que foram levados em camiões militares perante o gáudio dos populares. A coroar toda esta panóplia de acontecimentos assisto a vir à varanda do edifício, de frente para a Rua do Heroísmo, a EngªVirginia Moura,  o Coronel Carlos Azeredo e o Dr. Óscar Lopes anunciar a capitulação do regime naquela altura protagonizada pela rendição daquela força política.

Sinto-me pois um privilegiado aqui e agora poder contar o que os meus próprios olhos viram!

   Fiquem bem, antonio


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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Olhar a cidade

Uma das coisas que mais gosto é andar a vagabundear pelo Porto, terra de que me apropriei  embora a minha residência não seja nesta cidade. Se no passado pisava diariamente as pedras da calçada como se costuma dizer devido à actividade profissional, actualmente não há também dia nenhum em que não pise solo tripeiro. Andar pelas ruas estreitas, desertas, do centro histórico desviando-me aqui e ali de “polícias” canídeos ou passar na Avenida dos Aliados, sala de visitas da urbe, é o constatar de uma cidade que corre a duas velocidades.
Quando nos englobamos nas visitas que a CMP oferece aos seus munícipes, com a sabedoria de Helder Pacheco ou Júlio Couto, bebemos as transformações citadinas ao longo dos séculos e ficamos basbaques com o antes e o depois. As cidades estão numa viragem constante e aqui paro no tempo e em retrospectiva da minha vida, uma geração, noto como o Porto se transformou sobretudo nos actos sociais:
- os merceeiros que tinham os marçanos que iam de pedaleira levar as compras a casa dos clientes em autenticas acrobacias velocipédicas;
- os gravateiros que paravam ali junto à estação de S. Bento com toda aquela panóplia colorida pendurada à frente do peito;
- os ardinas que anunciavam o jornal e o crime de faca e alguidar que tinha acontecido no dia anterior;
- a bateria de engraxadores que existia na Rua Sampaio Bruno, a da imagem. Havia outra das minhas memórias na Rua de Santa Catarina. Ainda tenho no ouvido aquela chiadeira que o pano de flanela fazia quando o graxa o passava em cima dos sapatos;
- os carrejões, havia mais carrejonas, que levavam as malas ou outras mercadorias à cabeça. Fui um dos utentes destes serviços como já referi numa crónica;
- a madrugadora vendedeira do leite ao domicílio com os típicos canados;
- o castanheiro, com o aspecto rude que vinha lá do interior da terra da castanha, apregoava e vendia-as cozidas que transportava num saco de serapilheira a tiracolo, “quentes e boas!”;
- a senhora que vendia em Santa Catarina rebuçados “são da Régua”;
- E para finalizar em beleza, aquelas vendedeiras de raminhos de violeta tentavam a sua sorte em frente à igreja dos Congregados que num “markting” apurado tentavam os jovens na compra para oferta às namoradas.

 

Estas são algumas memórias de um tempo. Fiquem bem, antonio

PS: Ah, refiro também os amola-tesouras que ainda há por aí. Anunciavam-se com o xilofone característico e segundo a lenda era sinal de chuva quando apareciam. Na verdade também afiavam as facas. Sim, porque afiações de lápis, passe o eufemismo, havia mais no centro histórico, mas até aí com a desertificação nada já é como dantes. Deixando este trocadilho brejeiro recordo um amola-tesouras que parava junto à porta norte do Mercado do Bolhão. Tinha uma motorizada onde idealizou em engenhosa geringonça montando uma roda de esmeril e uma polie ligada ao motor da bicla. O antigo esforço de dar ao pedal era agora substituído por tecnologia de ponta!...

 



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Sábado, 19 de Abril de 2008
Recordações

Rádio Escolar

1 - Alguém me sabe dizer o que era?

2 - Alguém me ajuda a contextualizar a mesma?

3 - Alguém me ajuda a identificar o objectivo e a missão?

4 - Alguém quer dizer alguma coisa sobre isto?

Que bom que era eu ter novas vossas! Já repararam que não sei que mais argumentos hei-de utilizar para ter a vossa companhia?

Saudações bloguistas do Francisco.


Sinto-me: Saudosista
Música: 'Nunca me esqueci de ti' RUI VELOSO
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Domingo, 6 de Abril de 2008
O 9º C do Carolina, em grande!...

Este blogue em que participo não é um meio de comunicação de massas e ainda bem senão também era acusado de estar a inflacionar um acto de indisciplina sim, mas onde não houve pinta de sangue!...

Talvez por aquilo ter acontecido numa escola que as nossas mentes ainda retêm de ser a coqueluche da cidade do Porto, Carolina Micaëlis, onde o corpo docente dava cartas. Há dias na televisão um conhecido comentarista dizia: ainda bem que a minha mãe, que foi lá professora, já não está cá!...

Mas se descermos à terra temos que admitir que o caso foi demasiado empolado não só pela comunicação social como até por entidades do poder, como a procuradoria da República. Bem, também constatamos que o ME se fechou ou distorceu a realidade. Alguns professores ainda mandaram uns bitaites como Charrua mas a ordem foi para fecho eclaire a começar pela DREN.

Sejamos razoáveis, todos se portaram mal desde os putos na sala até à comunicação social sempre ávida de sangue e chegando às estruturas da escola, DREN e ME.

O 9º C saiu fora das marcas, é verdade, mas quem não se lembra daqueles estudantes que mostraram o cu, nádegas se preferirem, à ministra Ferreira Leite?!... E aqueles batentes da nossa praça que fizeram das suas quando passaram pelos bancos da escola. O JN há dias, no calor do caso da escola Carolina trouxe à ribalta algumas patifarias desses  self made man que hoje lideram as mentalidades, no entanto todos frisam o respeito pelo mestre.

 Em conclusão podemos admitir que este caso foi uma mais-valia para avivar um assunto que andava adormecido pelo ME – a autoridade do professor – tema que parece estar agora em cima da mesa.

PS: Rangel diz no Correio da Manhã: "espero e desejo que aquela aluna, que gritava à sua professora à medida que a ia esfrangalhando, seja expulsa". Não Sr. Rangel a aluna foi castigada mas não expulsa. O Sr. também não gostaria de ser expulso do jornal lá por ter dito cobras e lagartos dos professores, pois é, foi verrinoso para esta classe e agora vem de mansinho colocar-se ao lado da prof.

   Fiquem bem, antonio

 

 


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Terça-feira, 1 de Abril de 2008
"Ó gorda, sai da frente!"

Esta foi uma das bocas que se ouviram enquanto o pretenso cineasta estava a gravar no telemóvel a balbúrdia e ficou todo o país do avesso, com a insubordinação da aluna que descontrolada enfrentou a professora, e da turma no geral. Isto aconteceu na emblemática, no passado entenda-se,  Escola Carolina Michaëlis

Vezes sem conta as televisões passaram o vídeo daquela trapalhada como se ali tivesse havido um crime de faca e alguidar. Exagero, na minha óptica, mas que teve o condão de nos mostrar e assim todos ficarem a saber o que se passa nas escolas.  Todos, virgula, alguns não viram assim, ou fizeram engodo para disfarçar. Refiro-me à senhora ministra da educação e seus secretários que com malabarismo argumentam que são casos pontuais ou aproveitamento político. Mas isto não cola, não… pois não só toda a oposição mas também gente do PS manifesta preocupação pela falta de autoridade dos professores.

Sabemos que no passado situações de indisciplina existiram mas não tão direccionadas à figura do mestre que era mais respeitado. É certo que agora a massa escolar é outra e por isso mesmo a autoridade do professor deverá ser reforçada e não destapetada para bem de toda a comunidade educativa por um lado e por outro não baixar a fasquia do facilitismo que já é muito!

PS: Hoje é o dia dos enganos mas isto aconteceu mesmo, não estou a mangar, foi o assunto mais badalado  desde há quinze dias.

   Fiquem bem, antonio


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Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Ecos da Escola IV

Nos tempos que correm fala-se muito na indisciplina na escola agora no auge com o caso da escola Carolina Micaelis. Em debates informativos as televisões e a Internet têm espiolhado até ao tutano a falta de autoridade. Aquele vídeo que tem entrado em nossas casas dezenas de vezes teve a vantagem de despoletar situações adormecidas na vivência do mundo escolar. Se há alguém que não deve ter gostado de toda esta publicidade foi certamente o Ministério da Educação que deve sentir as orelhas a arder com toda a contestação ao estatuto do aluno pelos mais eminentes sociólogos e técnicos de educação. Até os mais fervorosos apoiantes deste governo como Jorge Coelho, no programa Quadratura do Círculo da Sic Notícias pôs bem a nu que há problema na escola entendida esta como a comunidade educativa, governantes e governados. Não são pois questões pontuais como quer fazer crer o Ministério da Educação e com aquela tirada menor da ministra que há aqui um aproveitamento político. Dando de barato que isso também aconteça, o problema é mais fundo.

O mais grave é que estes casos vão continuar a ficar abafados pois está dito preto no branco que o professor bem como a escola acabam por ser penalizados se forem comunicados às hierarquias ou à Polícia.

Estou a interiorizar em termos comparativos a disciplina que havia na escola da minha meninice. Eu sei que os tempos agora são outros, mas que há algo a fazer parece evidente.

  Fiquem bem, antonio


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Terça-feira, 25 de Março de 2008
Ecos da Escola
Na minha vida profissional ainda a escola não estava atafolhada de papelada como parece acontecer nos dias de hoje. As ginásticas dos governantes têm sempre na mira as boas estatísticas para não fazermos figuras tristes de atrasados em relação aos restantes países da Comunidade. No passado até diziam que tínhamos de alinhar no pelotão da frente, mas agora já era muito descaramento virem com esse slogan.
Se no passado essas estatísticas eram tidas em conta, agora são esmiuçadas até ao tutano.
Eu conto. Era Roberto Carneiro ministro da Educação quando despachou que todos os alunos que frequentavam o 1º ano teriam de transitar para o 2º ano não havendo lugar a retenção. No fim do ano lectivo grandes parangonas saíram na imprensa vindas do ministério a dizer que a percentagem de reprovações tinha diminuído significativamente no 1º ciclo. Tirou assim um coelho da cartola, pudera, e ficou todo feliz.
Bem, mas agora a coisa é demais!... Alunos faltosos que podem ser repescados com aproveitamento. Os professores são também avaliados em função do aproveitamento do aluno, portanto a regra será o facilitismo, laxismo segundo Marcelo R. Sousa. E depois aqueles diplomas que Sócrates anunciou, por competências!... Enfim, a embrulhada é grande!...
Assim o sumo do ensino vai-se esfarelando com aparências no presente mas com o futuro muito incerto.



Fiquem bem, antonio


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Quinta-feira, 20 de Março de 2008
Ele ñ gosta dos prof.

Emídio Rangel escama ferocidade sobre a classe dos professores. Está no seu direito de liberdade, desancar bordoada naqueles  que não gosta. Podemos especular se eventualmente Rangel teve algum prof. que não lhe caíu no goto e daí pôr a solto toda uma animosidade à flor da pele.

Eu próprio durante muitos anos também alimentei, erradamente diga-se, uma certa antipatia sobre uma classe, taxistas. E porquê? Era eu um puto seminarista e tinha chegado no comboio à estação de S. Bento. Com as malas, de cartão pois claro, apanhei na Praça Almeida Garret um taxi para me levar à já extinta garagem Galiza a S. Lázaro para ir para a terra na carreira. Pois levei com umas trombas e sermão do taxista: que a corrida era curta e para a próxima não o abordar, béu, béu... e o seminarista indefeso, encolhido sem resposta face ao trauliteiro.

Portanto Rangel também estás perdoado se não continuares a dizer que "os professores trabalham pouco, ensinam menos, não aceitam avaliações e transformaram-se em soldados do Partido Comunista para todo o serviço".

Teve azar pois enquanto escrevia estas atoardas estavam 100.000 nas ruas de Lisboa.

 

   Fiquem bem, antonio

 


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Terça-feira, 11 de Março de 2008
Ecos da Escola

Há sempre histórias da vida que são transversais a todas as profissões. Muitas já nós as ouvimos a outros mais velhos que as contam com vivacidade memorial.

A vida de professor também é fértil nos mais variados cambiantes. Se quando estávamos no activo, na rotina do dia a dia quase não lhe damos importância, já na situação de reformado vamos buscá-las e dar-lhe um enquadramento recordativo. Vamos então ver onde quero chegar. Um meu aluno de condições modestas tinha algumas dificuldades na aprendizagem curricular, no entanto era um aficcionado, tal como o pai, do FCP. Assim, sempre que havia jogo nas Antas lá estava o rapaz, não sei se entrava no estádio ou se ficava cá fora a cheirar a envolvência futebolística. Um dia, na sala de aula, num trabalho de redacção o aluno tinha escrito "estádio das Zantas". Tentei corrigir-lhe o erro:

- Ó António olha que é "estádio das Antas", assim é que é. Mas replicou-me:

- Não, não é, porque eu vou lá ao futebol e oiço no alti-falante "estádio das Zantas"

Bem, depois de algumas insistências da minha parte e da perplexão do aluno o diferendo só ficou sanado no dia seguinte quando levei para a sala um jornal desportivo que em letras garrafais dava uma notícia futebolística no "Estádio das Antas". Aí António acatou e compreendeu a ortografia correcta.

(Estou agora a pensar alto, se na altura me entrasse um inspector na sala ou um alto quadro do actual Ministério da Educação poderia dizer ou pensar que o malandrião do prof. ia para a sala ler os jornais desportivos!.... Estariam enganadinhos, pois notícias do futebol não é o meu forte).

   Fiquem bem, antonio


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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Pela ruralidade

Elas voltaram!...
Estamos em Fevereiro e a temperatura está bastante agradável. As alterações climáticas são um dado adquirido e não mais nos podemos cingir ao calendário estático das estações do ano.
Se as cegonhas já permanecem todo o ano do baixo Vouga e as rolas continuam por cá a arrulhar sem interregnos, são sinais que tudo já não é como dantes.
Elas também voltaram mais cedo do que era habitual e já andam nos seus trinados madrigais a refazer os ninhos do beiral da minha casa velha, que deixaram do ano anterior. Voltaram de uma viagem de milhares de quilómetros desde a África do Sul. São as mensageiras que sempre anunciaram a Primavera.
Elas já voltaram, como eu gosto das andorinhas!...

  Saudaçõs primaveris, antonio



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